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Seta d'@Verdade

Meu estimado amigo:

Não podia continuar a minha existência sem me dirigir a ti, como um verdadeiro e sincero amigo, com o maior respeito, consideração e amizade.

Ao passarmos um pelo outro, pelas avenidas ou estradas da nossa maravilhosa cidade de Maputo ou outras estradas que ligam a outras cidades, vilas, povoações e aldeias do nosso querido Moçambique, fico a pensar em ti e no teu futuro.

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Seta d'@Verdade

Parabéns

Antes de mais gostaria de parabenizar o jornal @Verdade pelo trabalho notável quem vem desenvolvendo e pela forma como o faz. Tenho tido a oportunidade de acompanhar as várias edições e é realmente bom ver que há hoje em Moçambique uma equipa como a vossa a trabalhar com seriedade. Admiro particularmente o esforço que tem sido desenvolvido por vós na área de promoção turistica.

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Seta d'@Verdade

HERÓIS DE FEVEREIRO

HERÓIS DE FEVEREIRO

Não Quando se aproxima o mês de Fevereiro, do que mais se fala é de heróis moçambicanos. Chegam-nos através dos meios de comunicação social felicitações sobre o 3 de Fevereiro de diversas instituições estatais, privadas, ONG’s, Associações, etc. Desbrava-se o vocabulário português em busca de adjectivos para qualificar os ditos heróis. Creio que se os tais heróis fossem vivos não aceitariam alguns dos adjectivos que chegam a ser um exagero. Atemo-nos a uma “dúzia” de heróis cujos nomes estão inscritos na cripta da Praça dos Heróis e por tudo quanto é avenida, rua, praça e esquina espalhada por todo país. Na sua maioria, destacaram-se nos departamentos nomeados, assim como qualquer um naquela época se poderia destacar se tivesse a mesma oportunidade. O que me impressiona é que ninguém fala daqueles homens que, hierarquicamente, estavam por baixo dos líderes que hoje chamámos ou chamaremos de heróis. Homens esses que também deram a vida pela libertação de Moçambique. Homens que deixaram esposas e filhos por uma causa nacionalista. Homens que com determinação combateram estoicamente por um Moçambique melhor. Homens excluídos, martirizados e pisados pelo colonialismo português. Homens e mulheres que viram a morte por um Moçambique novo.Esquecemo-nos dos verdadeiros protagonistas, os combatentes anónimos, aqueles que sentiram na pele a fúria do material bélico português. Aqueles que ajudaram Chipande a dar o primeiro tiro, pois creio que se este estivesse sozinho seria ele a levar o tiro. Enfim, homens e mulheres que se fossem vivos e vissem a actual situação que vivem os moçambicanos tanto se poderiam orgulhar ou arrepender por terem libertado Moçambique.

Na minha modesta opinião, na praça de heróis moçambicanos não estão todos os heróis. Faltam aqueles que através da sua coragem derramaram o seu sangue para glória dos seus líderes e para que Moçambique fosse dos moçambicanos. Por que é que não se constrói lápides em memória de todos moçambicanos que tombaram na Luta de Libertação de Moçambique?

Viva os filhos desta pátria que deram a sua vida por ela!

Genito

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Seta d'@Verdade

Que bitonga blues?

Não entendo porque pode se dar ao luxo de criar “bitonga blues”, uma espécie de mistura entre o bitonga moçambicano e blues americano, para referir sei lá o quê e ao mesmo tempo, este mesmo criador, questionar os jovens cantores numa comparação com Zena Bacar e ministros a mistura. Ou melhor, o que tem o sucesso e reconhecimento dos jovens com o não reconhecimento segundo diz da Zena Bacar? O Sr. Vive o tempos do Estado-nação, uma lingua, uma música, um traje, etc, mas ja imaginou que com o transnacionalismo estes Estados-nação perdem o seu poder de controlo? Então, esses jovens não são fruto do Governo como foram os CNCD, RM, Ghorowane, etc que primeiro era o Estado que reconhecia “bons rapazes” e depois seguiam-se as orientações para que o Povo emanasse. A Zena foi vítima do próprio Eyuphuro (olha para ela enquanto um processo e não somente a situação actual), ao passo que estes jovens compraram a sua “t.shirt”, “shoes”, computadores, estúdios, instrumentos e criaram a sua música. Resultados enchem pavilhões, praças, dançam pobres, velhos, jovens, só alguns intelectuais da nossa praça que não gostam ou sabem diferenciar a macro e a micro music como diz Sloben, podem falar assim dos jovens. Para vocês os bons músicos são Jose Mucavel, Hortêncio Langa, Zena Bacar, Chico António, será que por serem dá vossa geração ou não se terem criado mais músicos, estilos e linguagem musicais em Moçambique? Falar de um acto cívico de abraçar e elogiar um jovem por parte do ministro da…cultura, como algo condenavel é no minímo bizarro.Deixem os ministros trabalharem, deixem os músicos trabalharem, não misturem as coisas. Se quiser alguns estudos sobre isto ofereço com muito gosto. Genito

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Seta d'@Verdade

Para quem dividava do poder do povo

Temos assistido nos últimos tempos, nos tempos das eleições “democráticas”, os dois maiores partidos em Moçambique, nomeadamente a Frelimo e a Renamo, mostrarem o “amor” que têm pelo povo moçambicano ao retirarem da corrida democrática os dois nomes mais dignos de reconhecimento pelo seu esforço e trabalho nas suas áreas, falovos de Eneas Comiche e Daviz Simango. Tanto um como outro presidentes de município, Maputo e Beira, deram provas de competência e entrega ao longo do seu mandato. O aspecto e limpeza da cidade de Maputo conheceram os seus melhores dias sob a liderança de Comiche, acertos havia por se fazer, mas a cidade estava no bom caminho. Quanto à cidade da Beira dizer o mesmo e acrescentar que como prova de boa governação, o edil daquela cidade recebera até prémios internacionais, mas melhor prémio foi e é o reconhecimento dos munícipes da Beira que vêem em Daviz alguém dedicado e competente.

Eis que as grandes máquinas partidárias puseram os seus motores a trabalhar e pelo facto de supostamente estes homens recusarem-se a colaborar com as “bases” e não oferecerem terrenos aos sanguessugas do partido, não oferecerem lugares a gente que se acha no direito pura e simplesmente por pertencer ao partido, recusarem-se a colaborar com pessoas fantoches colocadas para vigiar e quem sabe para minar ou atrapalhar o seu trabalho, estes homens que trabalhavam para o bem do povo foram afastados. Ora, se quem devia beneficiar do trabalho destes homens era o povo e o povo estava satisfeito, não é necessária muita lógica matemática para perceber que eles deviam ser mantidos onde estavam, continuar a dálos a oportunidade de fazerem o seu trabalho até o dia que falhassem, aí sim, deviam ser condenados e afastados. É caso para perguntar, será que dentro desses partidos que se afirmam democratas as decisões são tomadas democraticamente ou ao sabor de acordos e negociatas baratas (bem, baratas não)? Agora prestem atenção para um aspecto curioso, as posturas diferentes dos munícipes de Maputo e Beira perante o mesmo fenómeno, o que na minha opinião foi importante para a resposta de Comiche e Simango.