Categories
Especial Eduardo Mondlane

MISAU e FNUAP acordam aquisição de equipamento e material medico

O Ministério da Saúde (MISAU) e o Fundo das Nações Unidas para a População (FNUAP), acabam de rubricar um acordo de cooperação, que permite a este órgão internacional a proceder a procura e aquisição de equipamento e material médico-cirúrgico para Moçambique.
A aquisição destes equipamentos que se destinam ao Serviço Nacional Saúde (SNS), segundo explicou o ministro da Saúde, Ivo Garrido, será efectivado por este órgão das Nações Unidas, com base num financiamento de 7.843 mil dólares norte-americanos aos quais se acresce 1.627 mil dólares para custear as despesas colaterais.

Categories
Especial Eduardo Mondlane

“Moçambique tem de descobrir Eduardo Mondlane”

Nyeleti Mondlane, a filha mais nova de Eduardo Mondlane, recebeu @ VERDADE na intimidade da sua casa para falar da sua intimidade com o pai, da sua vida, da sua morte, dos seus hábitos e do que resta hoje em Moçambique do legado de Eduardo Mondlane. Nyeleti na primeira pessoa.

@ Verdade (V) – Quando o seu pai morreu quantos anos tinha?

Nyeleti Mondlane (NM) – Acabava de fazer sete. Faço anos a 17 de Janeiro e ele foi assassinado a 3 de Fevereiro.

(V) – Então nasceu no ano da fundação da Frelimo?

(NM) – Sim, servi de fonte de inspiração (risos). O meu pai, nessa altura, estava completamente absorvido na organização do partido que dava os primeiros passos.

(V) – Qual é a primeira recordação que guarda do seu pai?

Categories
Especial Eduardo Mondlane

UEM “mutila” a fuga de cérebros

A maior e mais antiga instituição do ensino superior no país já conheceu, desde a sua criação em 1962, três designações, sendo elas: Estudos Gerais Universitários, nome que ostentou até 1968, altura em que passou a chamar-se Universidade de Lourenço Marques, para depois no dia 1 de Maio de 1796, um ano após à Independência Nacional, o primeiro Presidente de Moçambique, Samora Moisés Machel, atribuir-lhe o nome de Universidade Eduardo Mondlane (UEM).

O nome foi atribuído em memória ao primeiro presidente da Frelimo e arquitecto da Unidade Nacional, Eduardo Chivambo Mondlane. Durante este período, a instituição experimentou várias situações, entre amargas e doces. Já no decorrer do seu 47o ano de existência, o próximo desafio da instituição é o de introduzir o Doutoramento, em todos os cerca de 50 cursos que ministra, como forma de evitar a perda de “cérebros” moçambicanos a favor do estrangeiro.

Categories
Especial Eduardo Mondlane

O carro de Eduardo

O veículo, um Volkswagen 1500 tipo 3, encontrava-se, até à data do seu encerramento para obras de restauro, à entrada do Museu da Revolução, na Avenida 24 de Julho, em Maputo.

O veículo pertenceu a Eduardo Mondlane, o primeiro presidente da Frelimo, durante os anos em que este viveu na Tanzânia. Eduardo ia neste carro para toda a parte desde buscar os filhos à escola, passado pelos passeios, até às compras.

Categories
Especial Eduardo Mondlane

O Museu de Nwajahane

 O Museu de Nwajahane, ainda em fase de organização, visa documentar momentos da vida de Eduardo Mondlane e elementos da cultura e história locais. Dá a conhecer a povoação familiar (muti) do pai de Eduardo Mondlane, Nwajahane, filho de Magulani e neto de Machekahomu. Foi residência de Eduardo entre 1920 e a sua ida para Lourenço Marques, em 1935. Eduardo manteve um estreito contacto com a aldeia até ir para a África do Sul, em 1944. Em 1960, Mondlane tratou de garantir a manutenção desta povoação, da qual era o último descendente masculino, ordenando a construção de uma casa, que visitou em 1961, aquando da sua última estadia na terra que o viu nascer. Esta residência foi visitada por Samora Moisés Machel aquando da sua viagem do Rovuma ao Maputo, em 1975. Em 1983 foi decidido reagrupar os camponeses da zona que até então viviam dispersos em terrenos de famílias alargadas. Os habitantes da aldeia escolheram então o nome de Nwajahane para a nova aldeia que fica a oeste da antiga povoação familiar. Esta, em 2003, abrangia 175 casas residindo nelas 601 pessoas. Em 2007, decidiu-se incluir Nwajahane entre os monumentos nacionais definidos pela Lei de 1988.O local mereceu a visita do Presidente Armando Emílio Guebuza.

Categories
Especial Eduardo Mondlane

Avenida Eduardo Mondlane beneficia de reabilitação na Beira

 

Em Moçambique, 2009 foi declarado como ano do “arquitecto da Independência e da Unidade Nacional”, Eduardo Mondlane, morto em atentado com carta-bomba já passam quase 40 anos.

As obras decorrem num troço de um pouco mais de um quilómetro, compreendido entre o edifício da delegação provincial do Instituto Nacional do Algodão, em Sofala, e a Praça 3 de Fevereiro, que, antes da Independência nacional proclamada no dia 25 de Junho de 1975, se designava Praça Almirante Reis.

Em contacto com o nosso Jornal, Augusto de Jesus Passipanaca, director de Estradas e Pontes no Conselho Municipal da Beira (CMB), explicou que o projecto inicialmente esboçado previa que as obras fossem levadas a cabo durante três meses, mas porque os fundos aplicados são de receitas próprias, o período tem sido dilatado involutariamente, para dar lugar à colecta de outros valores monetários para a aquisição dos materiais, a exemplo de cimento para a produção de pavês, entre outros.

Categories
Especial Eduardo Mondlane

Dossier Eduardo Mondlane – A avenida Eduardo Mondlane

No Grande Maputo, a avenida Eduardo Mondlane, é, de segunda a sábado, um autêntico formigueiro. Homens, sobretudo jovens, em perene movimento, povoam as bordas das lojas e prédios da artéria que ostenta o nome do arquitecto da unidade nacional. Alfinete Rufo é um deles.

O ano 2005 caminhava lento quando Alfinete Rufo foi obrigado a deixar a sua terra natal, Chókwè, na província de Gaza rumo à Maputo. Agora com 18 anos ele diz que teve que tomar aquela atitude porque o pai – quando completou 15 anos – “disse que já era adulto e que tinha que sair da casa dele”. Tentou arranjar emprego na cidade de Xai-Xai como empregado doméstico, não conseguiu. Conheceu um amigo que vinha à Maputo, arranjou dinheiro e para aqui abalou.

Ele está, actualmente e desde há três anos, a trabalhar como vendedor informal na avenida Eduardo Mondlane. Alfinete vende vernizes, lâminas, escovas para diversos fins, alfinites, missangas, pentes, fósforos, etc.

Categories
Especial Eduardo Mondlane

Dossier Eduardo Mondlane – Comércio domina Avenida Eduardo Mondlane

A Avenida Eduardo Mondlane, nome atribuído em homenagem ao primeiro presidente da FRELIMO, localizada no centro da cidade de Maputo, não é a única com o mesmo nome no país. Tantas outras, ostentando o nome daquele herói, espalham-se por outras províncias. Aqui na capital, a Eduardo Mondlane é um “shopping”, onde tudo se pode comprar sem se ter de entrar em nenhum estabelecimento comercial.

Ao longo de toda a avenida – desde a extremidade Oeste (onde começa), à extremidade Este, onde termina e faz entroncamento com a Juluis Nyerere – esta é efectivamente dominada pelo comércio, em que se confundem os formais e os informais. Estes últimos, embora não contribuindo em nada para a receita do Estado, proporcionam-nos um espectáculo deveras curioso. Enquanto uns perfilam com as suas bancas – fixas e móveis, feitas de madeira, algumas de ferro – outros simplesmente espalham os seus diversos produtos no chão, passando o dia todo a gritar como forma de atrair a clientela. Outros ainda, designados ambulantes, desfilam por toda a avenida interpelando os transeuntes que se vêem, muitas vezes movidos pela pressão e pelos descontos prometidos pelos ambulantes, obrigados a adquirir os produtos em causa.

Categories
Especial Eduardo Mondlane

Dossier Eduardo Mondlane – Outros Eduardos célebres

Eduardo VII, do Reino Unido, antes de sua ascensão ao trono, foi Príncipe de Gales e possui a distinção de ter sido o herdeiro aparente do trono por mais tempo que qualquer um em toda a história britânica. O seu reinado, chamado de Período Eduardiano, viu o primeiro reconhecimento oficial do ofício de primeiro-ministro. Eduardo VII, filho da rainha Vitória, ganhou fama e reputação de playboy na juventude. Mesmo depois do casamento com a princesa Alexandra da Dinamarca, manteve casos com várias amantes, entre as quais a atriz Lillie Langtry e a socialite Jennie Jerome (mãe do primeiro-ministro Winston Churchill). Outras amantes foram: Daisy Greville, Condessa de Warwick, a atriz Sarah Bernhardt, a dançarina La Belle Otero e a filantrópica Agnes Keyser. A sua última amante “oficial” foi a cortesã Alice Keppel (Eduardo mantinha relações com Keppel e Keyser simultaneamente). Alexandra permitiu que Alice permanecesse à cabeceira da cama de Eduardo (que solicitou isso escrevendo num papel), no leito de morte em 1910. Há rumores de que Alice era uma das poucas pessoas que sabiam como lidar e como pôr um fim às mudanças imprevisíveis de humor do príncipe. Como rei, os principais interesses de Eduardo VII foram os negócios navais e militares. Fluente em francês e em alemão, fez várias visitas a bordo (França, Alemanha e Rússia). A 6 de Maio de 1910, Eduardo VII foi acometido por uma Bronquite. Fumou o último cigarro do dia e começou imediatamente a sofrer ataques cardíacos, falecendo às 11:45 da noite no Palácio de Buckingham. Eduardo VII foi um bom sucessor da rainha Vitória, mas apenas reinou por nove anos. Acabou por garantiu que o seu filho e sucessor, Jorge V, estivesse melhor preparado para assumir o trono. O seu corpo está enterrado na Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor.