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MFW 2008

Moçambique é belo demais

Durante uma semana Maputo foi a capital da moda, mostrando o trabalho de mais de duas dezenas de estilistas nacionais e estrangeiros. Das escadarias do Concelho Municipal até a Estação dos Caminhos de Ferro muita criatividade, beleza e glamour encantou os amantes da moda e outros que se fizeram presentes aos desfiles.

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MFW 2008

Edicão especial Moda e Beleza do Jornal a Verdade lida por mais de 400 mil pessoas.

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MFW 2008

Um semana de exaltacão do traje e da beleza Mocambicana

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MFW 2008

Beleza e glamour na 4 edicão do Mocambique Fashion Week

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Desporto

Simango – O “Sr. Manápula”

Cizonenko foi o mais alto basquetista do mundo. Nem O´Neal nem Ming atingiram os seus 2.43 metros de altura. Pois Belmiro Simango, comparativamente um “txote”, com o seu 1.90 teve que o marcar. Resultado: num duelo desigual, “tio Simas” contentava-se em saltar, só para roçar os sovacos do ucraniano. Foi uma das noites mais marcantes da vida de um dos maiores e mais efi cazes basquetebolistas nacionais. Chamavam-lhe o Sr. Manápula, por dois motivos: ter uma mão grande, mas também por ser um “muana-huampula”, isto é, natural de Nampula.

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Economia

Negócio de água – Entre o rendimento e o alívio

A venda de água pelos pequenos operadores privados tornou-se uma prática comum, sobretudo nas zonas suburbanas ainda não abrangidas pela rede pública ou com canalização obsoleta. Na verdade, este negócio tem dupla vantagem – fonte de rendimento e alívio à população que era obrigada a consumir água imprópria e/ou a percorrer longas distâncias à busca do precioso líquido.

 

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Nacional

Caia – Gergelim rende 81 milhões de Meticais

A venda de gergelim rendeu as camponeses de Caia, província de Sofala a quantia de 80.943.175 Meticais. Com efeito, foram comercializadas 3237,7 toneladas desta cultura de rendimento, que já constitui aposta pelo sector familiar, dado o facto de os preços praticados serem relativamente altos, comparados com os de algodão, que está a ser relegado para segundo plano.

O @Verdade soube de José Paulo Domingos Saguate, director distrital de Actividades Económicas, que em Caia as 18 mil famílias camponesas têm vindo a aumentar de safra em safra a sua produção. Exemplifi cando, disse que na campanha anterior, o sector familiar produziu e comercializou 1133,4 toneladas de gergelim.

“A cultura de gergelim está a permitir que as pessoas tenham dinheiro e com o mesmo, obviamente, adquirem outros produtos que acham que lhes fazem falta” – comentou Saguate, anotando que o sector que dirige não está de braços cruzados, pois continua a sensibilizar os camponeses de modo a não ver só as culturas de rendimento como a tábua de salvação, se se atender ao facto de que se regista uma crise mundial no que diz respeito de alimentos, sobretudo os cereais.

Espera-se que na campanha 2008/09 a área de cultivo de gergelim seja de 8.140 hectares, contra 7.400 da safra anterior. A mapira de ciclo curto, igualmente, está a ser a aposta dos camponeses, de acordo com Saguate, que acrescentou que foram comercializadas no distrito de Caia 60,5 toneladas, rendendo aos produtores 423.500 meticais. As quantidades são ínfi mas, porque a cultura está a ser introduzida agora. “Estamos a sensibilizar os camponeses para que vejam nesta cultura uma das apostas certas, porque dá dinheiro e pode-se comer”, disse o nosso entrevistado.

No entanto, o algodão rendeu aos camponeses 4.779.086,65 Meticais, resultantes da venda de 773,82 toneladas, quantidade que é tida como sendo bastante pequeno, comparativamente às que têm vindo a ser produzidas nas safras anteriores. Campanha agrícola Em Caia, na campanha fi nda (2007/08), foram lavrados 43.529 hectares de culturas diversas, tendo produzido no global 66.828 toneladas. Para a safra de 2008/09 foram planifi cados 43.707 hectares, esperando-se uma produção de 113 mil toneladas de culturas diversas.

São factores que concorrem para uma previsão de crescimento de áreas de produção agrícola em Caia, o empenho dos camponeses, a existência de terras férteis, condições hídricas, prática de preços justos, a previsão de chuvas regulares ao longo da campanha agrícola, crédito para o sector familiar, introdução nas associações ou grupos de camponeses de tecnologias aperfeiçoadas, sementes melhoradas, tracção animal, a promoção de culturas alimentares e de rendimento e o melhoramento de capacidade técnica e material dos extensionistas.

Dos 247.700 hectares disponíveis em Caia, 135 mil são considerados aptos para actividades agrícolas. Desta área, 60 mil hectares reúnem condições para irrigação. O sector familiar ocupa cerca de 40 mil hectares de terra, enquanto que o privado ocupa 8.128 hectares, correspondendo a 29.6 porcento, respectivamente, da área disponível para as actividades agrícolas. Soubemos que o sector fl orestal tem um potencial de cerca de 50 mil hectares para exploração, correspondendo a 20 porcento da área global. No que dis respeito à pecuária, a nossa fonte revelou que o distrito de Caia possui 3328 cabeças de gado bovino, 15.780 caprinos e 7.170 suínos. Foram registadas 97.825 aves.

O número de gado bovino tem vindo a aumentar anualmente. A título de exemplo, em 2006 havia em Caia apenas 830 cabeças, em 2007 subido para 2.435 animais. No presente ano o arrolamento pecuário indicou a existência de 3328 unidades.

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Nacional

Hospital Central da Beira – Cirurgia delicada

Desde 2004, mais de duzentas mulheres foram submetidas a operações cirúrgicas a fístulas vesicovaginais no Hospital Central da Beira (HCB), uma iniciativa fi nanciada pela Cooperazione Internazionale (COOPI), organização que recebe fundos colectados na região da Toscana, na Itália. As pacientes são provenientes de distritos da província de Sofala e Manica.

A coordenadora da COOPI, Lídia Baiocchi, especialista em cirurgia geral, declarou ao @ VERDADE que na semana em que decorreu mais uma campanha, na qual durante um período de sete dias foram submetidas a intervenções cirúrgicas mais de 30 mulheres com problemas de fístulas visicovaginais, provenientes dos distritos do Búzi, Nhamatanda, Chibabava, na província de Sofala, e Catandica (Manica).

Segundo a fonte, as operações foram efectuadas numa espécie de formação e prática, que envolveu sete cirurgiões de diferentes níveis, os quais tiveram como formador o cirurgião Aldo Marchesini. A equipa de formandos foi constituída por profi ssionais oriundos do Quénia, Maputo, Nampula, Catandica, Búzi e Chibabava, bem como do HCB.

As campanhas deste género são realizadas duas vezes por ano, uma medida que visa a reparação cirúrgica de fístulas vesicovaginais. Depois do tratamento, as mulheres recebem fardos de roupa diversa para venda e o dinheiro daí resultante serve para a compra de produtos que estão em falta, destinando-se a outra parte à aquisição de mercadoria para a comercialização.

De acordo com a fonte, a acção da COOPI não termina com a reparação dos danos, ou seja, fístulas, causados na mulher, pois é também importante evitar a ocorrência desta patologia, através da sensibilização a nível das comunidades no sentido de as mulheres se dirigirem às unidades sanitárias para partos, ao invés de esperar que a situação se torne complicada. O nosso Jornal apurou da entrevistada que este ano a região da Toscana desembolsou 50 mil Euros para as despesas de todo o processo inerente às operações de fístulas vesicovaginais, as quais decorrem em coordenação com a Direcção Provincial da Saúde de Sofala.

 

Diagnóstico

Antes das operações, faz-se um diagnístico às mulheres com fístulas vesicovaginais, fi ndo o qual elabora-se um plano de operações cirúrgicas, porque já se sabe o ponto de situação de cada doente, segundo disse à nossa Reportagem, José Caetano Dias, o cirurgião de serviço no bloco operatório do HCB que tem a seu cargo o exame médico a cada uma das pacientes.

Dias, bacharel em cirurgia, é um dos primeiros alunos formados pelo decano cirurgião Aldo Marchesini, e que agora chefi ou a equipa de sete profi ssionais que durante sete dias estiveram envolvidos nas operações cirúrgicas de fístulas vesicovaginais no HCB. “As operações à fístula são muito complicadas, porque o espaço é muito pequeno. Portanto, é uma cirurgia muito delicada, demorando duas a seis horas. O sucesso nem sempre está sempre garantido.

Às vezes fica-se desaminado e é por isso que esta área não tem muita concorrência dos profi ssionais da Saúde. Diz-se que é uma cirurgia ingrata, mas eu aposto nela porque quero salvar as pessoas, por isso estou aqui a fazer esse trabalho”, referiu Dias. O cirurgião que em 2005 foi considerado apto nesta área, por Marchesini, actualmente ministra cursos de cirurgia versando a operação cirúrgica de fístulas vesicovaginais.

 

O QUE É FÍSTULA?

Chama-se fístula à abertura traumática entre o trato urinário e o meio externo, sendo a causa mais comum o trabalho de parto obstruído. O útero e a vagina são seguimentos do canal genital que, em geral, participam na formação das fístulas urogenitais, predominando a variedade vesicovaginal.

As fístulas são consideradas como um dos grandes problemas ginecológicos, tanto pela complexidade de que se reveste o seu tratamento, como pelos transtornos, devido ao escoamento incontrolável de urina através da vagina, responsável pela humidade e irritação constantes dos seus genitais. A enfermidade pode refl ectir-se também no relacionamento social e familiar da doente, pois, devido ao odor fétido que exala, o convívio com a fi stulosa torna-se constrangedor para ela própria e para os íntimos, levando-a, consequentemente, ao isolamento voluntário, resultando muitas vezes até no abandono do pelo companheiro.

“Mas, de um modo comum, designa-se por fístula um buraco entre a vagina e a bexiga, provocado durante o parto, quando o bebé fi ca encravado num período entre dois e quatros dias, sem que as parturientes se dirijam a uma unidade sanitária”, explicou Lídia. Acrescentou que “a complicação com a fístula prende-se com o facto de se estar permanentemente a perder urina, pois pinga dia e noite, cheirando mal, por isso, as mulheres com estes problemas são abandonadas pelos maridos”, refere, anotando que este problema é frequente em várias regiões de Moçambique. 

 

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Grande Maputo

Prostituição masculina – A turminha gay

A miséria extrema faz com que a prostituição masculina de menores comece a ganhar cada vez mais aderentes, principalmente na zona de Maputo. Um adolescente que diariamente se prostitua chega a arrecadar mensalmente 1300 USD, números que nem nos melhores sonhos algum dia terão imaginado ganhar. Os clientes, esses, são maioritariamente estrangeiros e com idade para, em muitos casos, ser seus avôs.

Todas as tardes, Darito, menino de 15 anos há 5 anos órfão de mãe, apanha o “chapa” em Mapswansene, Matola, onde mora com o pai, rumo à cidade de Maputo. Antes, toma banho e veste roupas de marca. Até amanhecer, a sua casa será uma das discotecas renomadas de Maputo, onde presta os seus serviços vendendo o corpo a homossexuais.

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Grande Maputo

Mercado Estrela Vermelha – Os urinóis da discórdia

Foto: Jeronimo Muianga
Desde Outubro último, o mercado do Estrela Vermelha possui sanitários móveis, mas a nova estrutura higiénica parece não estar a surtir os efeitos desejados. Os mercadores queixam-se de que não têm dinheiro para pagar um Metical pelo serviço. Também a propriedade destas unidades móveis está a gerar polémica uma vez que o Conselho Municipal descarta qualquer responsabilidade na sua gestão.

Rodrigues Manuel, de 45 anos de idade, trabalha como fiscal dos cinco sanitários móveis (três urinóis e duas latrinas móveis). A sua função reduz-se à recolha do um Metical depositado por cada utilizador dos sanitários e a sua “limpeza.” Para as necessidades maiores, existem outras latrinas dentro do mercado que cobram três Meticais.